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Les sphères d'ADRIENNE JALBERT par NEIDE MARCONDES
Sphères > artista Adrienne Jalbert
Por Neide Marcondes > Professora Titular UNESP, Brasil
Crítica de Arte > Associação Internacional dos Críticos de Arte AICA
A artista Adrienne Jalbert cria, inventa, elabora suas obras e as coloca em evento. Sua pictoriedade como em La Caverne Italienne, os esvoaçantes Les Oiseaux au Ciel du Nord, os coloridos
esfuziantes de Colour Word Sea expõem sua inquietante personalidade artística. Como artista mundialmente conhecida e respeitada, suas obras se multiplicam nas mais conceituadas galerias e instituições do planeta; expressam seu modo pessoal, ativo e de pesquisadora de formas e técnicas.
Em sua plena fase Sphères, Adrienne as elabora com material, às vezes mais pesado do que os esvoaçantes atuais que parecem fluir no espaço.
Sphères, símbolo da totalidade, como um rotundus alquímico que em unicidade parte ao infinito.
Se para Platão, Sphère é a imagem da totalidade e perfeição, para Leonardo da Vinci Sphère configura elementos envolvidos uns aos outros; a esfera da água envolve a terra com seus ângulos de rochas, concavidades, montanhas e vales. Esferas transparentes alojam pares de amantes na obra Jardim das Delícias, de Bosch.
Na filosofia contemporânea de Peter Sloterdijk, em linguagem metafórica prevê a primeira esfera como a clausura do ventre, mas esferas espumantes marcam o caminho que tomou toda a monosfera em espuma, sem centro, efêmera e esvoaçante.
As Sphères de Adrienne, com os mais variados diâmetros, agora em fil de fer peint, laiton, cuivre émaillé, estão nos mais variados lugares, jardins, ruas, junto a monumentos, como instalações em instituições religiosas/patrimoniais, como em La Madeleine e abrem seus próprios mundos, habitam o mundo. Existe a matéria, a coisidade que revela o projeto intelectual da artista. A forma encarna a matéria e promove o ek-estasis, em envolvimento profundo com tudo que a rodeia no seu entorno.
A partir da obra/escultura La Sirene, Adrienne premeditou o grau de curvatura na massa do objeto.
As Sphères se instalam para devotar, glorificar e consagrar para o mundo; criam a espacialidade, incorporam lugares, reúnem o entorno e habitam o mundo. Sphères são claramente epocais.
As Sphères de Adrienne fluem no espaço e parecem querer alcançar o universo celeste, universo este dinâmico, em espaçotempo, um mundo/brana que ganhará vida no cosmos.
Oh! admirável mundo novo das Sphères, com ou sem pérolas ou ouro, de onde provém tão maravilhosas criaturas.
Neide Marcondes, la professora/critica de Arte contemporeno, sfera da Jalbert

